Inadmissível e vergonhosa a derrota botafoguense contra o medíocre River Plate.
Não pode levar três gols e tomara virada com um jogador a mais.
No lugar do presidente Bebeto de Freitas, eu multaria Jorge Henrique, atleta que sempre elogiei, pelas firulas nas várias oportunidades de matar o jogo contra uma equipe que teve zagueiro e volante expulsos.
Dodô, como de costume, desperdiçou algumas oportunidades.
Não me venham com a história de que há coisas que só acontecem com o Botafogo. Direi que as histórias com os times de Dodô são quase sempre as mesmas.
Lembro que aos 20 minutos da etapa final, a televisão mostrou torcedores do River, derrotados, deixando o estádio.
O fraquíssimo Daniel Passarella, por enquanto, é o técnico dos milionários.
Os fãs de futebol têm ídolos que nunca viram em campo. Pode ser uma contradição, mas é assim. Roberto Dias é um dos meus. Quando criança, meu pai, santista roxo, dizia que nunca tinha visto nada igual. O jogador que melhor marcou Pelé. Dos são-paulinos que o viram em campo, muitas vezes escutei que foi melhor que Dario Pereyra, algo quase impossível. Meus times de botão tinham Roberto Dias ao lado de Dario na zaga. As pessoas que conviveram com Roberto Dias, garantiam que que era o companheiro ideal. Humilde, dedicado, discreto e genial no trabalho. Como somos mortais, nem os mitos sobrevivem. É a lei de vida e deve ter uma razão para ser assim.
Roberto Dias, O Eterno Tricolor
(Texto de Roberto Dias, publicado na revista Lance Série Grandes Clubes – São Paulo em 1999)
Quando eu era moleque gostava muito de jogar bola. Não tinha um time do coração na época. Era apenas mais um torcedor de futebol. Como morava no Canindé, onde ficava o estádio do São Paulo, sempre tive uma tendência para ser tricolor.
Com 16 anos, um amigo meu, o Valdico, me levou para o clube para que eu fizesse um teste do amador do São Paulo. Fui lá, passei e logo entrei na equipe infantil. Começa aí a minha trajetória são-paulina, em 1959.
No ano seguinte, fui para o juvenil e também, repentinamente, para a Olimpíada de Roma, em 1960, como jogador da Seleção Brasileira, junto com Gérson e outros. Fomos eliminados, mas, quando voltei, subi para o time profissional do São Paulo, com apenas 17 anos.
A partir daí me identifiquei muito com o time, com a torcida, e fui criado em uma enorme paixão pelo São Paulo. Nunca tive vontade de sair ou de deixar o clube. Tinha orgulho de jogar lá. Antigamente, os jogadores tinham que forçar a saída para se transferir a outra equipe. Eu nunca fiz isso. Gostava de tudo no meu tempo de jogador. Até o salário: eu aceitava sempre o que os dirigentes me ofereciam.
Titular, tanto como volante ou como zagueiro, eu cheguei ao auge da minha carreira em 1970, quando pude participar da conquista do título paulista, justamente o que quebrou um jejum de 13 anos.
Em 1971, tive um problema cardíaco e fiquei afastado por dois anos do futebol. Na minha volta, em 1973, ainda joguei mais um ano no São Paulo. Com 30 anos, o clube me deu passe livre.
Fui então para o México, onde joguei por três anos no Jalisco, de Guadalajara. Lá, fui treinado por Mauro Ramos de Oliveira, ex-zagueiro do São Paulo e grande amigo meu.
Em 1977 encerrei minha carreira de jogador e me tornei um típico são-paulino. Passei a acompanhar quase todos os jogos do time, na maioria das vezes pela TV ou pelo rádio. Esporadicamente vou ao estádio acompanhar o time. Gosto mais de ficar torcendo em casa. Mesmo assim, me considero um são–paulino fanático e que nunca vai largar esta paixão.
Em 1987, um médico, amigo meu me indicou ao São Paulo para que eu trabalhasse lá. O clube, na hora, me convidou, e desde então eu convivo diariamente no Morumbi, dando aulas para filhos de sócios na escolinha de futebol do São Paulo.
Roberto Dias no São Paulo
(Fonte: Almanaque do São Paulo, de Alexandre Costa)
DIAS – zagueiro e meia (1960/1973)
523J (242V, 143E, 138D), 76G
No período de maior seca de títulos do time, o zagueiro Roberto Dias Branco (*São Paulo (SP), 28/6/1938) era a alma tricolor. A diretoria, preocupada em investir dinheiro na construção do estádio do Morumbi, enfraqueceu o elenco. Dias sentia falta de craques ao seu lado, mas não se incomodava com a fase ruim. Nunca faltou empenho ao jogador. Foram 14 temporadas no tricolor, apenas 2 títulos importantes , mesmo assim a empatia com a torcida foi tão grande que ele é considerado um dos grandes heróis da história do clube. Técnico, habilidoso e raçudo, jogou em todas as posições, menos no gol. Além de defender com maestria, atacava com faro de artilheiro. Parou de jogar depois que teve detectado um problema no coração.
Títulos pelo São Paulo: Campeonato Paulista (1970 e 1971)
* Creio que a data correta de nascimento seja 07/01/1943
Roberto Dias na Seleção
(Fonte: Seleção Brasileira 1914-2006, de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf)
Roberto Dias Branco
Pela Seleção Brasileira Principal: 25 jogos, 13 vitórias, 8 empates e 4 derrotas
Gols: 1 (no dia 30/05/1964: Brasil 5x1 Inglaterra)
Título: Copa Rio Branco (1967)
Estréia: 28/04/1963 – Brasil 3x2 França
Pela Seleção Olímpica: 4 jogos, 3 vitórias e 1 derrota
Gols: 2 (no dia 29/08/1960: Brasil 5x0 Formosa)
Estréia: 13/08/1960 – Brasil 3x1 Peru
Texto retirado de Livro sobre Roberto Dias
Texto retirado do livro de Fábio Matos – “Dias – A vida do maior jogador do São Paulo nos anos 1960” (livro feito para conclusão do curso de Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero em 2006, num trabalho orientado pelo jornalista e professor Celso Unzelte) – págs. 11 e 12.
Apresentação
“Quem vê aquele senhor de meia-idade, corpo franzino, cabelos e bigode brancos, sentado num banco em frente à pequena vila de casas onde mora, no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, não é capaz de imaginar que se trata de um ex-jogador de futebol.
Aos 63 anos (em 2006)... assiste a vários jogos transmitidos pela tevê, adora ser reconhecido por torcedores mais velhos e, por sua simplicidade, parece não se dar conta da importância que teve na história do São Paulo Futebol Clube. Como atleta, disputou 523 partidas com a camisa do Tricolor entre 1960 e 1973, sendo o quinto jogador que mais atuou na história da equipe em número de jogos e o terceiro recordista em tempo de permanência no clube (13 anos).
Mas não é só por isso que Roberto Dias Branco tornou-se um marco na história do São Paulo. Ele foi o representante maior de uma época sem grandes glórias, sem grandes nomes, sem grandes craques – só ele e mais ninguém. Muito por seu futebol assombrosamente técnico para um jogador de defesa, Dias transformou-se no símbolo máximo de toda uma geração de são-paulinos que hoje têm entre 50 e 60 anjos. Sem dinheiro em caixa e sem craques em campo (só Dias), o Tricolor amargou o maior jejum de títulos de sua história. Foram quase 13 anos, entre dezembro de 1957 e setembro de 1970, dez deles intensamente vividos pelo craque. Mesmo assim, ou talvez exatamente por isso, ele é amado pelos são-paulinos daquele tempo.
[...] O leitor se vê diante de uma figura complexa, repleta de histórias alegres e tristes, incoerências e fraquezas, desafetos e ídolos, temores e expectativas. Traços que fizeram de Roberto Dias Branco um craque como poucos e que o tornam, até hoje, um ser humano como qualquer outro. E um personagem único.”
Fábio Matos
Segundo o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa (Ed. Abril, 2005), Dias fez 523 jogos pelo São Paulo (242 vitórias, 143 empates e 138 derrotas) e a ótima marca de 76 gols. Neste período, ele também teve passagens pela Seleção Brasileira Olímpica e principal. Era um dos grandes nomes da equipe do São Paulo que acabou com o jejum de títulos e conquistou o Campeonato Paulista de 1970. Apenas os goleiros Rogério Ceni, Waldir Peres e Poy, além do lateral De Sordi, jogaram mais partidas que ele pelo São Paulo.
Frase do dentista Valdirlei Martins, que atende a meu amigo Hélio Róveri e é muito fã do Roberto Dias: “Nos anos 60, faltavam 10 Dias para o São Paulo ser o melhor time do mundo”.
O São Paulo mostrou isso na imponente vitória contra o campeão da América. Aloísio, machucado, foi o responsável pelo gol. Um chutão de Rogério, uma bola perdida ganha de cabeça pelo centroavante, a dividida de Dagoberto e Aloísio, como de costume em jogos difíceis, ganhou na raça e marcou. Pior é que tem gente no Morumbi que não gosta dele. Acha que se machuca muito. Lembro que Diego Tardelli, por exemplo, raramente têm lesões.
Nos outros jogos, o Goiás até melhorou, mas não teve força para derrotar o Arsenal, em Sarandi.
O Vasco usou o caldeirão, a tradição de equipe grande e o bom futebol para vencer o Lanús por três a zero. Bela vitória.
A seleção brasileira de futebol não deixou dúvidas contra as prepotentes norte-americanas. O técnico disse, antes da partida, que estava preocupado com a violência das brasileiras. Após o jogo, achei que o treinador brasileiro é quem deveria ter pedido cuidado à suas atletas. Marta teve momentos geniais.
"Os São Paulos de Muricy". Agora é hora de elogiar!
O São Paulo ganhou por dois a zero do Figueirense com facilidade. Na entrevista coletiva, Muricy, com cara de bravo, como de costume, foi muito sincero. Concordo com tudo que falou. Da recuperação de Leandro até a importância de seu trabalho, ele tem razão. Estou na fase “eu admiro Muricy “. Não por conta dos resultados, mas pelo excelente futebol que a equipe tem apresentado. Todos sabem o que penso. Ele trabalha, como sempre diz, a continuidade. Repete, repete, repete e repete até os comandados aprenderem. Depois, faz o trabalho de manutenção, quando sobra tempo ensaia novas jogadas e consegue segurar os jogadores os pés dos jogadores no chão. No melhor estilo Muricy Ramalho, serei direto com os que pensam que no blog as coisas são pessoais. Faço análises sobre alguns esportes. Falo o que acredito. Continuo achando que errou demais na Libertadores. O time base tinha Jadilson na esquerda, Souza de volante, Ilsinho na direita e pior, Hugo intocável na meia. Hernanes não fazia parte dos planos. Entrou no time, pela primeira vez, durante a décima primeira partida no paulistinha ( começou duas vezes como reserva e foi titular em seis jogos no estadual ) e nem foi inscrito na primeira fase de Libertadores. Não considero a demora para usar Breno um erro, pois também não teria colocado um menino de dezessete anos na competição continental. Em suma, ninguém é perfeito e meu trabalho é criticar o que acho errado e elogiar os acertos. Este é o momento de aplaudir Muricy Ramalho.
O Cruzeiro conseguiu resultado de campeão contra o Vasco. A equipe de Dorival Jr ( outro bom trabalho dele ) cresce no campeonato e já tem aproveitamento (63% dos pontos disputados ) de equipe que luta pelo título. O problema para os cruzeirenses é o desempenho único e impressionante do São Paulo ( 74% dos pontos disputados ). Em 2003, na exuberante campanha do título, o Cruzeiro ganhou 72% dos pontos. Em 2004, o Santos conseguiu 64%, mesmo aproveitamento do Corinthians em 2005. Resta saber se o Cruzeiro vai manter a regularidade e se o São Paulo que tem dificílima sequência de jogos ( Boca (c), Inter (f), Flamengo (f), Corinthians (c), Fluminense (f) ) conseguirá repetir o desempenho atual.
Amigos, não é de hoje que não consigo responder os comentários como gostaria. Eu não tinha divulgado, mas agora, com prazos quase definidos, fui autorizado a falar. O blog está sendo reformulado, o que me tomou muito tempo. Garanto que vai ficar bem mais interessante. Montei um time de craques. O Paulinho, por exemplo, bem antes de fazer sucesso com o blog dele, já era o repórter (durante a semana vou falar de toda a galera e do projeto! ). Minha equipe é composta por pessoas que não trabalham no futebol, mas que têm muito a acrescentar. O blog estará pronto, é quase certo, na segunda-feira. Depois, é provável que faça testes durante a semana antes de ser lançado definitivamente. Quando isso acontecer, dedicarei bem mais tempo a ele. Os que gostam do meu trabalho vão apreciar as mudanças.
Futebol é uma Caixinha de Surpresas, livro de Luiz Fernando Bindi, que será lançado hoje, segunda-feira, na Livraria Saraiva do Shopping Eldorado, as 19h30. O livro traz histórias e curiosidades deliciosas sobre futebol. Ganhei de presente do autor na sexta-feira e só não acabei de ler por falta de tempo. Bindi é genial! Tenho a honra de contar com ele no time do blog. Luiz Fernando Bindi é um dos futuros colunistas.
O problema do Corinthians, repito, mais uma vez, não é o técnico.
O Corinthians nunca lutou pela Libertadores. Apenas fanáticos acreditaram nessa bobagem. As ações dos cartolas, apoiados por muitos torcedores, sempre deixaram o alvinegro entre os que lutam para não cair. Com Carpegiani, tenho certeza, não desceria. Quando José Augusto assumiu, a chance aumentou. Recomendo cuidado se decidirem trocar o técnico novamente. Com Nelsinho Batista, nome especulado no Parque São Jorge, aumentaria muito a possibilidade de queda. Além disso, não há, no mercado, nenhuma solução.
O Galo também terá que correr muito para fugir do rebaixamento. Os próximos jogos serão fora de casa, contra Flamengo e Grêmio.
O Náutico vai na direção contrária dos acima, mas o caminho para escapar do rebaixamento é longo. O Timbu ainda paga pelo período PC Gusmão.
O Furacão deve escapar. Na Arena da Baixada, mesmo o pior time que o Atlético apresentou em anos, dificilmente perde.
O Figueirense é fraco. O Paraná despenca. O Juventude não mostra força para escapar da segundona e o América, faz tempo, jogou toalha.
O Coxa derrotou o Ceará por dois a zero e abriu oito pontos de vantagem para o quinto lugar. O Coritiba caminha firme de volta à primeira divisão. O Goiás, ao contrário, conseguiu empatar com o América RN em casa. Pode ter sido o empate emblemático, daqueles que lembraremos com inadmissível e responsável pela rebaixamento. Agora, terá que tirar coelhos da cartola. Os próximos adversários são, por ordem: Botafogo (F), Sport (F), Cruzeiro (C), Grêmio (F), Fluminense (C), Santos (F), Vasco (C), Paraná (F), Corinthians (C), Atlético MG (F) e Internacional (C). Duríssima tarefa para quem está em décimo segundo lugar, mas apenas com um ponto a mais que o melhor décimo sétimo lugar.
Nota ZERO para os paulistanos. No dia mundial sem carro, criado na França em 1998, houve congestionamentos na cidade. Tudo que posso, faço caminhando. Experimente. Vale a pena!
Quando vistoriava o gramado do Maracanã, Dunga foi questionado sobre a convocação de Alexandre Pato. O treinador, um pouco agressivo, explicou que ele sequer realizou cinco jogos seguidos pelo Internacional e não será chamado. Também falou sobre os quatro meses sem entrar em campo. Tudo bem. O argumento é bom, mas como explicar a convocação de Gladstone?Abaixo, repito o post de 11 de setembro, nesse blog.
E se você fosse Anderson Polga?
Eu poderia perguntar a explicação, mas como acho difícil que encontrem argumentos bons e atuais, prefiro perguntar o que você pensaria se fosse Anderson Polga?
A notícia está no sítio do jornal português Mais Futebol ( 6 de setembro ).
De forma inesperada, Gladstone acabou por alcançar um dos objectivos que traçou quando foi apresentado, a 3 de Julho. Na altura, o central brasileiro anunciou que queria relançar a sua carreira no Sporting, depois de uma experiência menos feliz em Itália (Juventus e Verona), e transformar a sua passagem por Alvalade num «trampolim» para a selecção brasileira.
A verdade é que o central nem precisou de um «trampolim», uma vez que nunca foi utilizado por Paulo Bento em jogos oficiais, e o banco de suplentes foi suficiente para ultrapassar o companheiro Polga (titular em todos os jogos da Liga) na corrida à vaga de central deixada em aberto pelas lesões de Alex (Chelsea) e Alex Silva (São Paulo).
Esta será a segunda vez que o jovem central merece a confiança do seleccionador Dunga que já o tinha chamado, em Novembro de 2006, quando ainda estava no Cruzeiro, para render Lúcio numa convocatória para um particular com a Suíça em que acabou por não ser utilizado.
No entanto, Gladstone já tinha um percurso consolidado nas selecções mais jovens do escrete, com destaque para um terceiro lugar no Mundial de sub-20, na Holanda, em 2004. A chamada do defesa do Sporting também poderá ser vista no âmbito da preparação de uma equipa para os Jogos olímpicos, uma vez que Gladstone conta apenas com 22 anos.
Perfil de Gladstone: Nome: Gladstone Pereira Della Valentina Posição: defesa-central Data-de-Nascimento: 29-01-1985 (22 anos) Naturalidade: Vila Velha, estado de Espírito Santo, Brasil Nacionalidade: dupla, brasileira e italiana Altura: 1,83 m Peso: 79 kg Percurso: Cruzeiro (2003 a 2005), Juventus (2005), Verona (2006), Cruzeiro (2007) e Sporting (2007). Títulos: Campeonato Mineiro (2003), Taça do Brasil (2003), Campeonato Brasileiro (2003) e Campeonato Mineiro (2004) Selecção do Brasil: vencedor do Torneio do Japão Sub-20 e terceiro lugar no Mundial Sub-20 da Holanda, ambos em 2004
Alguns atletas do São Paulo mostraram, contra o Boca Juniors, dificuldades em repetir o mesmo desempenho do brasileirão. Richarlysson foi mal, contudo nunca se escondeu. Miranda falhou nos gols de Palermo, fato que não tinha acontecido no torneio nacional. Souza finalizou mal. Hernanes também esteve abaixo de sua média. Entre todos, o pior desempenho, mais uma vez, foi de Hugo. Ele trava o time! Quando entra de titular, a bola chega menos e em pior condição ao ataque ( quando chega ), além de perder qualidade na marcação. Valeu a experiência para a Libertadores de 2008. A equipe de Muricy sofreu muito com a marcação argentina. Estiveram em campo as duas melhores equipes do continente. O gol de Borges dá ao São Paulo boas chances de ficar com a vaga, claro, se houver interesse. A prioridade é o brasileirão.
O Botafogo fez boa partida contra o River Plate. A grande presença do botafoguense no Engenhão e o longo período sem confrontos internacionais motivaram o Glorioso. A vitória, graças ao gol de Joílson, foi justa.
O Vasco sofreu com a pressão do Lanús. A equipe de São Januário esteve irreconhecível. Escapou da goleada.
Dos brasileiros, o Goiás foi o único que manteve o padrão da competição nacional. Perdeu outra e contra o menor dos hermanos que pegavam um brasileiro.
No mesmo dia que morreu Puerta, o Clive Clark, atleta do Leicester, sofreu duas paradas cardíacas no intervalo do confronto de seu time contra o bicampeão europeu Nottingham Forest. O grave problema aconteceu no vestiário. A partida foi suspensa com apoio do Nottingham que vencia por um a zero.Terça-feira, quando foi realizado outro jogo ( começou zero a zero ), o Leicester permitiu que o goleiro do Nottingham marcasse o gol aos 23 segundos, o primeiro de sua carreira, pois assim haveria justiça.Abaixo, o vídeo.
As declarações pesadas de alguns atletas sobre o que fazer quando Kerlon aplica sua jogada característica não me agradam, mas não é deles que devemos cobrar decência. Se houvesse ética, o futebol não precisaria de regras. Como os árbitros e responsáveis pelos TJDs e STJD são os responsáveis pela aplicação das leis do esporte, é deles que cobro as medidas necessárias. Escrito por Vitor Birner às 17h06
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Os criativos Kerlon e Bill Veeck.
O cruzeirense, todos conhecem, mas o então dono do St Louis Brown, em 1951, é para a grande maioria dos brasileiros, um estranho. Por favor, inclua este que vos escreve no pacote dos ignorantes no assunto. Pouco sei sobre beisebol.
Veeck, numa partida contra os Tigers, inovou. Ele acabara de contratar o rebatedor Eddie Gaedel, de um metro e nove centímetros. Isso mesmo. Um anão.
A situação foi tão atípica, que o treinador Zack Taylor tinha cópias do contrato e inscrição de Gaedel.
O árbitro Ed Hurley, não por acaso, questionou a escalação, mas após ver a documentação, mandou o jogo seguir.
Em meio as risadas de oponentes, o arremessador Bob Cain foi fazer seu trabalho e encontrou muita dificuldade. Como acertar o arremesso?
Não custa lembrar que só é válido na região entre a axila e o joelho. Cain foi obrigado a se abaixar.
Os dezoito mil presentes vibraram por causa dos erros. Todas as bolas foram altas demais. Gaedel nem moveu o taco.
Depois, a Liga proibiu a participação Gaedel.
A baixa estatura não estava no contrato.
A Liga foi preconceituosa.
Se quiserem proibir Kerlon de fazer sua jogada característica, inteligente, original e eficaz, tratem de arrumar uma forma de mudar a regra.
As leis de ambos os esportes, foram, de forma criativa, dribladas por Kerlon e Bill Veeck.
OBS: agradeço ao leitor Alexandre Giebrescht ( tinha enviado, para mim, antes do clássico de domingo a história ) que, na verdade, é quem entende dos esportes prediletos dos norte-americanos.
Minha opinião sobre quem será campeão é a mesma faz tempo. Mesmo atrás do Botafogo, nunca vi no Glorioso capacidade de competir com o time de Muricy. O Cruzeiro era uma incógnita. Precisava arrumar o sistema defensivo. Não conseguiu, entretanto se manteve na luta pelo título. A espetacular vitória diante do Galo pode dar a força extraordinária que necessita para chegar a ponta da tabela. Apenas a Raposa ainda cogita roubar o penta são-paulino. Eu não acredito. Aposto que o São Paulo vai aumentar a diferença, contudo minha vivência no futebol me ensinou lições. Por isso, não excluo a possibilidade da virada cruzeirense.
Na calculadora.
Cada time disputará 36 pontos (12 jogos). A diferença é de nove. O líder tem 73% de aproveitamento. O atual vice 61%. Vinte e oito pontos garantem o penta ao São Paulo. São nove vitórias, um empate e duas derrotas nos jogos restantes. Se não perder do Cruzeiro, em 31 de outubro, no Morumbi, terá o caminho mais tranquilo. Caso consiga a mesma média de pontos atual, nem a derrota diante da Raposa tiraria o título. Se mantiver a média de aproveitamento, o São Paulo somará mais 26 pontos. Dessa forma, a Raposa precisaria conseguir 35, o que é matematicamente impossível em 12 partidas ( ou faz 36, ou 34 ). Em suma, teria que vencer as 12 partidas. A vantagem são-paulina é muito grande.
Por ordem, os adversários do São Paulo.
Figueirense (c), Internacional (f), Flamengo (f), Corinthians, Fluminense (f),Cruzeiro (c), Sport (f), América (c), Juventude (f), Grêmio (c), Botafogo (c) e Atlético PR (f).
Abaixo, os duelos do Cruzeiro no brasileirão.
Vasco (f), Figueirense (c), Santos (c), Goiás (f), Náutico (c), São Paulo (f), Atlético PR (c), Botafogo (f), Flamengo (c), Internacional (f), Sport (f), América (c).
Não sei se devemos esperar algo das pessoas. O cristianismo, por exemplo, diz que devemos perdoar e oferecer o outro lado da face quando somos agredidos. Dera o mundo fizesse isso.
Quando as competições são o tema, é inevitável esperar algo, nem que seja o pior desempenho.
Por que o brasileiro ficou indignado no mundial da Alemanha?
Esperava algo diferente e bem melhor. Ninguém ficou irritado por conta do último lugar do Bobsled brasileiro nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Turim.
Normal. Aqui não tem neve, pista e o trenó custa cerca de R$ 80 mil. Eu adoraria que os jogadores de futebol tivessem a mesma postura de alguns judocas. O racíocinio é o mesmo para os atletas da seleção masculina de basquete.
Joâo Derly conseguiu o primeiro bicampeonato mundial do Brasil. Luciano Corrêa e Tiago Camilo já tinham sido campeões nos dois primeiros dias.
Além da glória das conquistas, ressalto a postura dos atletas.
Sábado, fui ao Morumbi. O São Paulo jogou muito! Na parte tática, excelente. Na física, inigualável. A equipe sobra na competição.
Domingo, meu destino foi o Paulo Machado de Carvalho. O Botafogo errou passes e finalizações, mas se apresentou melhor que o Corinthians. Quando vejo Fábio Braz, Betão e Carlão na zaga, Iran e Gustavo Nery nas alas, Vampeta tendo que cobrir as descidas dos alas e Arce na construção dos lances ofensivos e contra-ataques, compreendo a razão de Finazzi ter pouquíssimas oportunidades de balançar as redes adversárias. Não falta vontade ao Corinthians. O problema é técnico. Não o treinador, mas as virtudes necessárias e inexistentes para quem entra em campo. Quando algum jornalista especula sobre a chance de chegar na Libertadores, está fazendo média. A outra opção é o completo deconhecimento do futebol. Com esse time, não dá.
Mais tarde começarei a ver as repetições dos clássicos Antes de acompanhar o clássico mineiro, já aviso que estou com Kerlon. A forma de conduzir a bola, na cabeça, não desrespeita a regra. Se quiserem proibir, que mudem a regulamentação do jogo ou que arrumem uma forma de marcá-lo.
Há pouco, quando voltei à redação, vi o gol que o Vasco perdeu nos acréscimos. Até agora não entendi.
Era a última luta do segundo dia do mundial de Judô. O final do impressionante dia de Tiago Camilo (meio médio/até 81kg). Sem exagero, perfeito. Ganhou as sete lutas por ippon. Alguns maravilhosos, como o da semifinal diante do polonês. Parabéns ao campeão! Terceira medalha dourada brasileira em mundiais. Luciano Corrêa (meio pesado/até 100 kg), na quinta-feira, também conseguiu o ouro. A outra, de João Derly (meio-leve/até66kg), foi ganha em 2005.
O STJD foi justo com Hugo. Puniu o atleta por cento e vinte dias mais dois jogos. Hugo ofendeu Daniel Marques e cuspiu em Goiano na vitória do São Paulo por seis a zero contra o Paraná. Não que sirva de agravante, mas o atleta tinha entrado faz pouco tempo e a partida estava definida.
Também concordo com a absolvição de Dorival Júnior. Não havia compreendido por qual tinha sido punido.
Esta sendo realizada nesse momento uma reunião em Brasilia em que dirigentes corinthianos estão sendo ouvidos sobre a lavagem de dinheiro e outras situações que ocorrerem no clube.
Poucos minutos atras, Andres Sanches confessou o golpe no "Caso Nilmar".
Sanches disse que o caso do Nilmar foi uma negociata que o pessoal do Corinthians fez para tirar o jogador do Lyon na "mão grande".
Como o blog do Paulinho já havia adiantado, ele sabia de tudo.
Foi conivente com o golpe e com a MSI.
Sua amizade com Kia foi mais forte do que o desejo de ajudar o Corinthians, se é que algum dia já o teve.
Após dar essa declaração, Andres Sanches chorou em Brasilia.
Um choro guardado de alguem que sabe que errou, omitiu e lesou o proprio clube.
Sua historia politica no clube esta no fim.
Não contou tudo o que sabe, mas foi suficiente para que sua mascara caisse.
O dono do supermercado Sondas comprou 65% dos direitos de Nilmar. Leio, no site que o jogador deve ir para o Inter. Estou, neste momento, no restaurante no bairro dos Jardins, em São Paulo e na mesa ao lado estão Vanderlei Luxemburgo e Sonda. Talvez o destino seja o Santos.
Saí da mesa e fui perguntar ao empresário qual será o destino do atleta. Ele me disse que nem havia fechado a compra dos direitos, o que não acreditei. Ele falou que torcia para o Santos e para o Inter e que estava na dúvida ( como se isso fosse fundamental na negociação, o que também não creio ). Disse também que o treinador estava tentando convencê-lo a levar Nilmar ao Santos. Assim que Luxemburgo se retirou, o empresário continuou o seu almoço. Com dois amigos, ficou rindo além da conta.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva analisa se o Corinthians deve ser punido.
Juca cogitou anular a conquista nacional de 2005 e rebaixar o alvinegro.
O presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, disse, no Cartão Verde, que leu o Código Brasileiro de Justiça Desportiva e não encontrou nenhum artigo que mande retirar pontos ou excluir o clube da primeira divisão.
Passou a missão a Paulo Schimdt, segundo Approbato, um especialista no assunto.
Vejo a questão por dois aspectos.
Nenhuma Federação é obrigada a ser filiada da Fifa, mas se não for, a seleção e os times do país não disputam torneios oficiais. A entidade que comanda o futebol tem suas regras. Uma delas, a que proíbe a utilização da Justiça Comum, acho absurda. Como é a que vale, se não existe nada contra o Corinthians no CBDJ, o clube sequer pode ser indiciado, caso não haja intervenção da Fifa.
O outro ponto de vista, que leva em consideração as Leis soberanas nacionais, bloqueia contas e toma os bens de quem enriqueceu com lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e de armas, jogos de azar, etc... Como supostamente contrataram jogadores e pagaram seus salários com esse tipo de grana, os "castigos" devem ser considerados.
Ambas as opiniões são respeitáveis pelo aspecto legal, contudo se o crime de lavagem de dinheiro for comprovado, a honestidade e a moral não deixarão alternativas.
Eu poderia perguntar a explicação, mas como acho difícil que encontrem argumentos bons e atuais, prefiro perguntar o que você pensaria se fosse Anderson Polga?
A notícia está no sítio do jornal português Mais Futebol ( 6 de setembro ).
De forma inesperada, Gladstone acabou por alcançar um dos objectivos que traçou quando foi apresentado, a 3 de Julho. Na altura, o central brasileiro anunciou que queria relançar a sua carreira no Sporting, depois de uma experiência menos feliz em Itália (Juventus e Verona), e transformar a sua passagem por Alvalade num «trampolim» para a selecção brasileira.
A verdade é que o central nem precisou de um «trampolim», uma vez que nunca foi utilizado por Paulo Bento em jogos oficiais, e o banco de suplentes foi suficiente para ultrapassar o companheiro Polga (titular em todos os jogos da Liga) na corrida à vaga de central deixada em aberto pelas lesões de Alex (Chelsea) e Alex Silva (São Paulo).
Esta será a segunda vez que o jovem central merece a confiança do seleccionador Dunga que já o tinha chamado, em Novembro de 2006, quando ainda estava no Cruzeiro, para render Lúcio numa convocatória para um particular com a Suíça em que acabou por não ser utilizado.
No entanto, Gladstone já tinha um percurso consolidado nas selecções mais jovens do escrete, com destaque para um terceiro lugar no Mundial de sub-20, na Holanda, em 2004. A chamada do defesa do Sporting também poderá ser vista no âmbito da preparação de uma equipa para os Jogos olímpicos, uma vez que Gladstone conta apenas com 22 anos.
Perfil de Gladstone: Nome: Gladstone Pereira Della Valentina Posição: defesa-central Data-de-Nascimento: 29-01-1985 (22 anos) Naturalidade: Vila Velha, estado de Espírito Santo, Brasil Nacionalidade: dupla, brasileira e italiana Altura: 1,83 m Peso: 79 kg Percurso: Cruzeiro (2003 a 2005), Juventus (2005), Verona (2006), Cruzeiro (2007) e Sporting (2007). Títulos: Campeonato Mineiro (2003), Taça do Brasil (2003), Campeonato Brasileiro (2003) e Campeonato Mineiro (2004) Selecção do Brasil: vencedor do Torneio do Japão Sub-20 e terceiro lugar no Mundial Sub-20 da Holanda, ambos em 2004.
Corinthians e FPF contra o Morumbi na Copa do Mundo. Apenas o interesse de um deles tem explicação.
O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, deseja construir uma arena para a Copa do Mundo do Brasil, em 2014.
Ele tentou, como pôde, evitar a escolha do Morumbi.
Não tem lógica.
As federações deveriam trabalhar a favor de seus filiados, mas como isso, em regra, não acontece, até aqui, não há novidades.
Sem sucesso, Del Nero ainda não desistiu. Mudou os planos. Repassou o projeto ao Corinthians, aproveitando a campanha anti-Morumbi de Antônio Roque Citadini.
O desejo do presidente do Conselho de Orientação corintiano é compreensível. Citadini quer a presidência do clube e por ser competente, enxerga mais longe que os atuais mandatários, preocupados com parcerias macabras e processos criminais.
Ele sabe que para tentar superar o São Paulo, seu maior rival, vai precisar de um bom estádio.
O interesse da Federação é que não compreendo.
Qualquer estudo simplório mostrará que assumir os custos Pacaembu sai mais em conta.
O estádio dá prejuízo ao Município. É fácil fazer o acordo. Basta respeitar o tombamento e os moradores da região que usam as instalações.
Lembro que a Federação Paulista enriqueceu na gestão de Eduardo José Farah, presidente entre 1988 e 2002, mesmo período em que os clubes empobreceram.
Del Nero foi figura importante na administração Farah, pois presidiu o Tribunal de Justiça da entidade enquanto o ex-presidente deu as cartas.
Também acho estranho tanto anseio de cooperar com o Corinthians.
Se essa fossa a intenção, o time estaria no projeto desde o início.
Além disso, teria sido bem mais construtivo interferir no acerto da parceria com a MSI, maior responsável pela complicadíssima situação corintiana.
Por isso mais uma vez pergunto. Qual a razão de trabalhar contra o Morumbi?
Precisa ter pelo menos uma!
Ainda bem que todos cartolas são honestos na federação, pois caso contrário, eu desconfiaria que mais do que a desesperada vontade de presentear o país com um novo palco para o futebol, a cartolagem quer ter acesso ao dinheiro do contribuinte que seria utilizado na construção.
Ora, se levantar o novo estádio é bom negócio, que a Federação o faça independentemente de sua utilização no mundial.
A Copa do Mundo só pode facilitar um aspecto.
O acesso à verba pública, pois se trata de um compromisso que envolve a imagem do país do futebol.
Eu sou contra a Copa do Mundo no Brasil, mas como ela acontecerá aqui, as opções mais baratas são as minhas.
Reformar o Morumbi custa menos que levantar outro estádio.
Se mostrarem o contrário, mudo de lado.
Além disso, a direção do São Paulo garante que não usará dinheiro do contribuinte na reforma, o que faz toda a diferença.
No primeiro jogo do brasileirão, contra o Flamengo, Edmundo marcou dois gols.
Ele demorou vinte e três rodadas para fazer outro.
Ontem, contra o Goiás, mais uma vez o veterano jogou futebol de qualidade.
No mais, se apresentou bem em duas ou três partidas do brasileirão.
Eu não acredito que a diretoria irá renovar seu contrato.
A favor do atleta, pesa a paixão do palestrino.
A torcida, em regra, adora Edmundo!
Do ponto de vista dos dirigentes, o amor custa caro demais.
Como não sobra dinheiro, falta um grande centroavante e o Animal não ganha pouco, apenas uma considerável redução salarial, se é que isso basta, viabilizará a permanência.
Outra possibilidade é jogar como nos velhos tempos e ser o protagonista da classificação do Palmeiras para a Libertadores.
Assim, nenhum cartola teria coragem de deixá-lo partir.
Eu, nessa dividida, penso como a direção palmeirense.
Amigos, cheguei ontem do Rio de Janeiro, onde fui cobrir o clássico dos gols feitos perdidos por Dodô. Por isso minha ausência no blog.
Em São Januário, o Vasco não foi capaz de transformar o incontestável domínio da primeira etapa em vitória. Faltaram categoria e sorte nos chutes em gol.No segundo tempo, o São Paulo deu seu ritmo ao jogo e num lance lindo de Dagoberto abriu o placar. Quase no final, a zaga vascaína deu espaço e Hernanes completou o placar. Fazia mais de um ano que o Vasco não perdia em casa.
Na Vila Belmiro, Luxa entrou com uma escalação inesperada. Adoniran, Dionísio, Vitor Jr, Renatinho e Tabata começaram.Com eles, o time ficou muito ofensivo, mas pouco inteligente. O famoso jogo vertical.Os três principais responsáveis pela criação, Tabata, Vitor Júnior e Renatinho preferem carregar a bola. Mesmo assim, se não fosse o excesso de passes antes do chute em gol, é provável que teria aberto o placar. As mudanças de Luxa desmontaram o sistema defensivo santista. O Juventude teve, nos contra-ataques, duas ótimas oportunidades. Na volta do intervalo, Luxa substituiu Tabata por Pet. O Santos ganhou qualidade no toque de bola e finalização. Se Kleber Pereira estivesse inspirado, a vitória teria sido tranqüila. Como não era o dia dele, o time pressionou de maneira desordenada. Não conseguia entrar na área, então chutava e cruzava. Uma única falha, não houve falta, depois de bela atuação do goleiro Michel Alves, deu a vitória à equipe da casa.
Os jogos que não vi.
Importante resultado do Inter (3x0) que se tiver Fernandão e Gil em boa forma, poderá brigar pela vaga na Libertadores.Não acredito que o Flamengo vai cair. Roger terá que atrapalhar muito para que isso aconteça.
O Figueirense, um dos candidatos ao rebaixamento, também conseguiu importantíssimo resultado ao derrotar o Galo por dois a um.
O Cruzeiro também irá a Libertadores. Não por causa da vitória por dois a zero contra o Grêmio, mas pelo futebol que tem apresentado. O Cruzeiro é bom. Pena que teve que corrigir a formação do elenco Escrito por Vitor Birner às 20h31
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Texto não publicado.
O São Paulo tem revista nova. Chegou segunda-feira nas bancas. Fui convidado para ser colunista, mas tive uma preocupação. Saber se era oficial. Tem gente na diretoria que gosto muito, mas sou jornalista e não cartola. Admiro o trabalho da atual direção, contudo o clube tem assessor de imprensa para divulgar suas ações e idéias. Por conta dessa incerteza e para que não houvesse confusão, decidi escrever um texto crítico. Foi a melhor forma que arrumei para não confundirem as coisas. Fiz todos elogios que julguei corretos e ponderei sobre os entraves. O pessoal que cuida da publicação é gente boa. Eles acharam que a coluna não tinha a cara da revista. Juca Kfouri e André Sanches já tinham me dito que duvidavam que seria publicada. Eles estavam certos. Me diverti, pois compreendo a contradição entre meu texto e o objetivo da revista da qual serei leitor assíduo. De qualquer forma, falo o que acredito ser verdade. Minhas bobagens escapam por causa de erros de avaliação e não interesses editoriais. Nando Reis me substituiu na revista. Abaixo, publico o texto, escrito quinze dias atrás, que não foi para a revsta.
O São Paulo jogará a Copa Libertadores de 2008.
Já escutei várias teorias de como o campeonato terminará. O Botafogo será campeão, o Cruzeiro vai ultrapassar, a saída de Josué custará o título e outras tantas divagações possíveis, contudo menos prováveis que o quinto êxito no campeonato nacional.
Entre os desfechos mirabolantes criados pelos rivais do atual campeão, você nunca ouviu alguém cogitar a possibilidade do time do Morumbi não conseguir a chance de lutar pelo sonho do tetra continental no ano que vem.
Os jogadores devem se concentrar na última oportunidade de título em 2007, mas torcedores, diretores, jornalistas e todos são-paulinos precisam imaginar como será o time na Libertadores.
Não há garantia de sucesso, mas existem fórmulas que deram certo nos últimos anos.
Tirante o Boca Juniors de Miguel Angel Russo, todos últimos campeões primavam pela ótima marcação, jogo aéreo de boa qualidade, competência nos lances de bola parada ofensivos e defensivos e contra-ataques rápidos. O melhores vencedores também sabiam manter a posse de bola.
Internacional, São Paulo, Once Caldas, Boca Juniors e Olímpia, os campeões do milênio, nem tinham ataques tão fortes, mas todos marcavam, pelo menos quando foram campeões, no mínimo, muito bem.
O desempenho defensivo no brasileirão pode ser bom indício são-paulino, mas os times mudam muito e logo no início do ano começa a Libertadores. Não há muito tempo para arrumar a equipe. Esta é a realidade. São as regras do jogo.
Por isso, o treinador deve ser capaz de acertar o time rapidamente. Quantas vezes você teve que cumprir tarefas profissionais sem o tempo necessário? Faz parte da vida. É normal. Não se trata de exclusividade dos treinadores. Profissionais muito bem remunerados, em regra, devem tirar coelhos das cartolas.
Me pergunto se Muricy Ramalho é o mais indicado para aumentar a possibilidade de concretizar o sonho do tetra? Sem fazer média, mereceu a oportunidade. Como ele mesmo diz e com razão, trabalhou com os melhores, rodou um bocado, tem caráter, história no clube, as pessoas de lá o conhecem, o perfil, no papel, é o ideal.
Telê Santana mandava os jogados repetirem a exaustão as jogadas e os fundamentos. Muricy aprendeu com o mestre a metodologia.
Concordo, funciona, mas há diferenças cruciais.
Com Telê, grossos viravam craques e o produto final, muitas vezes, era de primeira. Os atletas também permaneciam no Brasil bem mais tempo. Hoje, não.
Ano passado, com Ricardo Oliveira e Aloísio nos lugares de Grafite ou Amoroso e Luisão e a base do histórico time de 2005, Muricy não conseguiu montar time seguro no primeiro semestre.
No Morumbi, quase foi eliminado pelo Palmeiras de Marcinho Guerreiro e Alceu, perdeu a invencibilidade contra brasileiros e foi derrotado por um estrangeiro, o Chivas, o que não acontecia desde 1987.
Em 2007, a participação foi deprimente. Faltou pouco para ser desclassificado pelo Audax, no Cícero Pompeu de Toledo.
Por outro lado, a permanência de Muricy Ramalho aumenta muito a chance do São Paulo chegar forte no segundo semestre, pois mesmo que demore, acerta a equipe.
Até hoje, sempre o campeão do primeiro turno do brasileirão por pontos corridos ficou com o título.
Apenas uma vez, quem levantou a Taça não conseguiu mais pontos tanto na primeira quanto na segunda fase.
Em 2005, na polêmico conquista corintiana, o Internacional, de Muricy, ganhou o segundo turno.
Naquela oportunidade, perdeu a classificação, na Copa do Brasil, no mata-mata, diante do Paulista de Jundiaí.
Ou os resultados coincidem, ou são consequência da forma de trabalho.
Resta saber se é isso que Juvenal Juvêncio deseja em 2008 e se há alguém melhor que o bom Muricy para cuidar do São Paulo no ano que vem?
Abaixo, a declaração de Luxemburgo ( matéria do Uol/ reporter Bruno Thadeu ) sobre o afastamento do goleiro Fábio Costa que será substituído por Roger. Depois dessa atitude de Luxa, desconfio que algum problema no grupo seja a explicação para tanta apatia no clássico diante do Corinthians.
"O Fábio Costa está afastado por tempo indeterminado, até que prove sua recuperação, se empenhando mais nos treinamentos. Eu já não estava satisfeito com algumas coisas que Fábio vinha fazendo, mas ele tinha meu voto de confiança. Ele vai ter que reconquistar a vaga."
Sobre Nilmar. Divulgaram que houve reunião para acerto com o São Paulo na última sexta-feira.
Ela não aconteceu, mas o interesse do clube existe, como já foi divulgado.
Atleta e empresário sabem da vontade são-paulina.
Nilmar treina no clube Pinheiros, já que precisa cuidado com as fotos, pois tem contrato de imagem com a MSI e a multa é pesada ( alguém acredita que não preferia fazer o trabalho no São Paulo ou no Santos?).
Ele espera a decisão da Justiça.
O Flamengo pode ser o destino, entretanto ele pretende ficar em São Paulo.
A vantagem rubro-negra é o impressionante salário que recebeu, muitas vezes atrasado, da MSI.
Santos e São Paulo nem se aproximam do valor.
Hoje, a equipe paulistana está na frente da santista.
As últimas informações dão contra que recusou outra investida do Internacional.
Aonde vai jogar?
Não está resolvido.
Se depender apenas da vontade dele, o destino será o Morumbi.
Nota oficial do Corinthians sobre o uso do Pacaembu.
Esclarecimento A fim de esclarecer, para que não pairem dúvidas sobre "privilégios" para com o Corinthians. Foi assinado um acordo entre a SME e o Corinthians, na última semana, em que o Corinthians solicitou o uso do Pacaembu, uma vez por semana, para a realização de treinos, tendo em vista, que é praticamente o único clube de futebol profissional que utiliza e paga por esta utilização do Pacaembu. Em contra partida, o Corinthians colocou à disposição da SME suas dependências tanto no Parque São Jorge, como Itaquera e Ayrton Sena. Já como resultado da contra partida, nesta semana, será anunciado uma série de atividades que a SME realizará no Estádio da Fazendinha, no Parque São Jorge, no próximo dia 22 de setembro, quando será realizada a Virada do Esporte. obrigado pela atenção Wilson Bento Junior
E o Dodô? Cadê nos jogos decisivos? E pediram na seleção brasileira? Futebol permite quase tudo!
O Roger se machucou mais uma vez?
Gustavo Nery faz falta?
Denilson estreou no Dallas aos 10 minutos da etapa complementar. Caso sua equipe tivesse vencido, seria líder. Como levou quatro a zero do DC United, não conseguiu. Foi a terceira derrota do time em 22 partidas. O jogo foi disputado no Pizza Hut Park. Pode?
Os times europeus não vão levar mais jogadores que disputam o brasileirão.
Sexta-feira, terminou o período de transferências internacionais estipulado pelo Fifa.
Os times do Brasil ainda têm duas semanas para contratar.
Mesmo assim, o mercado interno quase não tem jogadores brilhantes.
Disponível, o único é Nilmar, mas ninguém tem certeza de suas condições física e técnica após as cirurgias nos dois joelhos.
São Paulo, Santos e Flamengo querem o atleta.
O quadro permite entender os papéis dos times no campeonato.
Só Cruzeiro e Santos podem tirar o penta do São Paulo.
A Raposa ainda não acertou a defesa. Mesmo que consiga, precisará de sorte para brigar com o líder, pois tem elenco inferior e o treinador trabalha faz menos tempo com os atletas.
O Peixe, caso não perca os pilares do time, como Kléber, Maldonado, Rodrigo Souto, Fábio Costa e Cléber Pereira, poderia disputar, entretanto está 14 pontos atrás.
Por isso, acredito que o time do Morumbi, se não houver um desastre como a perda de muitos jogadores machucados, será campeão e com muita facilidade. Irá ganhar o título pelo menos quatro rodadas antes do término da competição. Os outros bons lutarão pela Libertadores.
O Santos irá ficar com uma das vagas.
O Cruzeiro deverá ficar com outra.
Resta uma.
Quatro equipes, creio, estão na briga por ela.
Vasco, Botafogo, Palmeiras e Grêmio.
O Inter tinha chance também, mas a perda de Iarley, machucado, e a demora na recuperação de Fernandão complicaram a vida do colorado.
Na parte de baixo, o América, faz tempo, caiu.
O Juventude deve acompanhá-lo.
Náutico ameaça reagir, mas por enquanto, é só ameaça.
O Furacão montou a pior equipe dos últimos anos.
O Paraná está em queda vertiginosa, mas tem equipe para escapar.
O Figueirense também corre risco e o Corinthians, imprevisível e sujeito a problemas fora de campo, faz parte da turma do desespero.
Entre os candidatos a presidência corintiana, é de longe o melhor. Inteligente, bem-sucedido e torcedor de verdade, é bem superior a Andres Sanches, hoje o mais forte para assumir o lugar de Dualib.
Aliás, gostaria de compreender o que vai mudar se Andres Sanches for o presidente?
Ele apoiou a parceria, é amigo de Kia, foi a Londres e segundo oblodopaulinho apurou, cuidava, sem que tivessem divulgado, da grana da Coperfiel. Como confiar?
Citadini também deve. Demorou um século para deixar escapar uma mísera crítica a administração Dualib, que, por sinal, apoiou noutros tempos.
Política é assim.
A perseguição de Citadini ao estádio do Morumbi tem razões claras e não reveladas.
Ele sabe que após contruírem a perimetral até o estádio, a estação de metrô, estacionamento e modernizarem as instalações internas, uma lacuna na cidade será tapada.
O Morumbi, graças a atual direção são-paulina, passou a dar lucro, principalmente por causa dos eventos que lá acontecem, como o show do U2, por exemplo.
Por outro lado, se alguém construísse uma arena moderna, o Cícero Pompeu de Toledo seria transformado no tal elefante branco.
Antônio Roque Citadini deseja erguê-la para o Corinthians, em Guarulhos, na Dutra, perto do aeroporto de Cumbica.
Dá para entender a briga!
Para deixar claro.
O São Paulo promete não usar dinheiro público na reforma do Morumbi. Se usar, receberá muitas e pesadas críticas neste blog.
O excelente blog de Vitor Birner – ainda que são-paulino-, http://blogdobirner.zip.net, traz a notícia que o Corinthians usou o estádio do Pacaembu para treinar, na última sexta-feira, 31/8. Protestou porque o aluguel do estádio era R$11 mil e nada foi pago e que os contribuintes são-paulinos, santistas e palmeirenses não têm nada a ver com a regalia que a Direção do estádio fez ao Corinthians. E não têm mesmo. Afinal, a Direção do Pacaembu anda fazendo mesuras para o Corinthians, inclusive cedendo seu espaço para treinos, para que o alvinegro do Parque São Jorge mande seus jogos no Pacaembu. Se o Corinthians não jogar lá o estádio ficará reduzido a palco de reuniões gospel, shows de rap ou partidas de solteiros e casados.
É esta a razão dos agrados que a Direção do Pacaembu faz ao Corinthians. O Clube não deveria aceitar, até porque poderia jogar em outro lugar em situação bem melhor.
Nada de privilégios.
Meu comentário.
Achei os argumentos de Citadini convenientes. Apoio o empréstimo gratuito do Pacaembu ao Corinthians para treinar, desde que a prefeitura doe todos prédios abandonados para quem não tem onde morar, dinheiro para os famintos, salários exorbitantes de alguns funcionários públicos aos que não recebem o suficiente e assim por diante. Se é para brincar, melhor que emprestá-lo, seria alugá-lo, por hora, como quadras de Society.
Se o Brasil fosse o Uruguai, tudo bem. Como não é...
Peço licença para falar de algo muito ruim.
A seleção brasileira de basquete masculino.
Está tudo errado.
A CBB precisa trocar seus cartolas, a começar por Grego, o presidente.
Alguns jogadores, como Nezinho, deveriam ter mais respeito com a chance que receberam, mesmo sem merecê-las. Que nunca mais seja convocado.
Lula Ferreira, definitivamente, não consegue repetir o bom trabalho que realizou no comando da equipe de Ribeirão Preto. Só um milagre dará ao Brasil uma das três vagas no pré-olímpico mundial que será disputado por 12 seleções.
Parecemos o Uruguai no futebol.
Vivemos do passado, do bicampeonato mundial e não conseguimos mais disputar o principal torneio da modalidade.
A diferença é que lá residem 3 milhões e meio de pessoas, enquanto aqui, são cerca de 200 milhões.
Nada justifica o fato da Argentina ter uma seleção B melhor que a brasileira.
O São Paulo foi exuberante. Ganhou por seis a zero e não teve, vale lembrar depois dos últimos comentários, dois pênaltis marcados a seu favor na primeira etapa. Agora, como sempre escrevi ( ressalto pois alguns se lembram apenas das críticas ) é a hora de desfrutar da metodologia de trabalho de Muricy. Como sempre, demorou e acertou o time. A tendência é que o time abra vantagem ainda maior.
O América desistiu do campeonato.
O Santos foi vergonhoso. A velha história. Perder faz parte, mas não dessa forma. Luxemburgo foi mal como poucas vezes. Não fez mudanças táticas, manteve Pet em campo e disse, na coletiva, que o jogo foi normal. Eu não concordo. O Santos foi apático! Maldonado, Adaílton e Rodrigo Souto, a turma que “chega junto “, perdeu quase todas as divididas.
Do outro lado, Nilton e Felipe deixaram o campo como heróis. Nilton acertou um chute maravilhoso e marcou um golaço ( aproveitou a barreira muito mal-armada por Fábio Costa ), salvou de maneira sensacional um gol santista e sofreu a falta que levou Adaílton a levar o cartão vermelho.
O ataque cruzeirense, outra vez, foi o destaque. A equipe marca muitos e belos gols.